Site navigation

Palavras desconexas

Archives

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Pouco a pouco vão-se vencendo os obstáculos! Mau seria se a cada dia que passa não sentissemos que a brisa evolutiva do ser humano nos passa pela consciência. Pena não me lembrar de escrever neste espaço todas as aventuras e peripécias que me acontecem, todas as voltas e reviravoltas que a nossa vida dá e das quais às vezes nem damos graças.
O amor é lindo e mais lindo ainda quem nos faz ter consciência disso, quem nos acorda e desperta a dar-nos sem medida porque é assim que tem de acontecer, quem nos traz sentimentos tão grandiosos e desmedidos de amor incondicional pelo simples facto de existir. Esse existir que nos relembra que somos todos um só, que não estamos separados mas juntos eternamente na onda da vida que rebenta junto à costa cheia de vida e força para se transformar em nuvens brancas de paz e serenidade, desliza na areia com graça, para retornar de volta à vida, levando consigo grãos de amor!
Manifesta os teus maiores desejos de felicidade e assim será. Fecha os olhos em silêncio e é aí que tu estás, puro. Obrigado!

Quarta-feira, Julho 13, 2005

Merda para os medos incontroláveis!!!
Que nos faz não ter coragem de dizer a alguém que gostamos dela? Será assim tão ridículo?
Merda para este medo tremendo de rejeição!
Merda para o medo de ficar sozinho para sempre!
Merda para os preconceitos inseridos na sociedade com que fomos educados!
Merda para esta falta de auto-estima que me faz pensar que não sou uma pessoa possível de ser amada! Como pode isso ser possível?
Quando vou conseguir expressar e comunicar os meus sentimentos sem condicionamentos?
Neste momento!
MERDA!!!!
Serve este momento para mudar o meu comportamento e a minha atitude face a este problema!
Agir, ser, comunicar o que nos vai na alma, seja ridículo ou não!
Ridículo é estar neste momento a chorar por não ter coragem!
Eu sou o que sou!

Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

As transformações e mudanças continuam... vivi durante 4 meses nessa bela casita de madeira. Quase todos os dias me banhava na cascata logo pela manhã. E que bom era sentir o fresco da água, que é a vida a despertar de novo.
Durante este tempo saboreei a vida no campo, rodeado de natureza e sentindo o ar puro da manhã, em conjunto com o chilrear contente dos pássaros. Mas nada é eterno.
Ano novo, vida nova já diz o ditado e é bem verdade. As minhas reflexões e meditações durante a passagem do ano deram-me novos alentos. E de repente, dou por mim, de um momento para o outro, a dizer ao Sr. Caetano, "Pode começar a procurar outra pessoa para vir trabalhar para aqui, porque eu, vou-me embora!".
Decidi viajar, pegar na bicicleta e aventurar-me. Descobrir coisas novas e aprender, fazendo. Trabalhar voluntáriamente em quintas de agricultura biológica em troca de estadia e alimentação. E assim vai ser...

Domingo, Setembro 14, 2003

Os meses passam e muita coisa se passa também... Parece que tenho uma vida completamente diferente. Imensa coisa se passou e modificou! Amores que vão, paixões que voltam e se vão, tudo vem e volta e parte de novo. É importante estar presente e aberto para receber estes pequenos acenos de vida. Agora sou eu a flor que se está a abrir e a desabrochar. E que bom é dar tudo o que temos, abrimo-nos e mostrar a nossa beleza, e receber os bons ventos de pessoas maravilhosas que sopram de mansinho ao nosso ouvido e que nos fazem transportar e viajar por outros mundos, por momentos... Estou a experimentar aos poucos o que é dar-me e abrir-me, e vou experimentar o que é estar só, viver só e comigo mesmo. Dentro em pouco vou-me mudar para uma casita de madeira, com um quintal e uma paisagem em volta de me embrulhar em felicidade, uma ribeira com uma cascata (que infelizmente seca no verão), muita vegetação e um vale que nos transporta de novo à grande cidade. Espero poder encontrar-me, entender-me, compreender-me, viver em harmonia comigo e com o que me rodeia. Espero transportar toda esta nova sabedoria para os que me rodeiam e ser cada vez mais aberto, sem medo de ser eu próprio, de pensar o que penso, de gostar do que gosto, de sentir o que sinto. Pouco a pouco vai acontecendo, vou sentindo a mudança e vou saboreando-a.

Sábado, Fevereiro 08, 2003

Vivemos constantemente atrofiados! Somos atrofiados... somos condicionados e temos preconceitos. Temos ódio e amamos ao mesmo tempo. Temos ciúmes e somos egoistas. Temos medo e somos gananciosos. No entanto dizemo-nos conscientes, sabedores da verdade e inteligentes. Se fossemos realmente inteligentes, seriamos capazes de utilizar essa mesma virtude para eliminar todos estes defeitos. Loucos atrofiados é o que nós somos!
Porque é que o medo condiciona toda a nossa vida? Tudo isto é gerado principalmente pelo medo. Medo de sermos rejeitados, de não sermos amados, de perdermos aquilo que amamos (ou pensamos que amamos!), de não sermos felizes! Fazemos tudo o que for preciso para nos defendermos e acabamos por perder tudo. Perdemos a confiança, no outro, em nós próprios, na sociedade... Vivemos fechados no nosso mundo. Não damos, não queremos receber. Não queremos nada, queremos tudo, fugimos de tudo! Enlouquecemos! Estamos subjugados à tristeza da falta de amor. Sem amor não somos nada! Erramos pela vida, à procura de algo que não encontramos, porque não está lá. Não está onde possamos ver. Só o veremos quando encontrarmos a chave do nosso coração. Só um coração aberto pode amar e ser amado verdadeiramente. Aberto aos nossos atrofios, e aos do outro. Aberto às pequenas coisas da vida. Um gesto que nos passa ao lado, uma brisa que não damos conta, a inocência que menosprezamos.
Onde está a chave?

Domingo, Dezembro 29, 2002

É fácil escrever as palavras anteriores, em momentos de alegria. Mas os mistérios da vida, pregam-nos partidas. Não é que seja mentira o que disse, mas a vida é demasiado complicada e não pode ser entendida com tal simplicidade. Momentos de confusão atorpelam-se na minha vida. A mente diz uma coisa e o coração outra. Mas a mente é traiçoeira e engana-nos muitas vezes. A mente tem medo, o coração não. Mas o coração não pensa nas consequências e pode levar a mente à insanidade.
Embora dê por mim, por vezes, a ter uma qualquer afinidade pela loucura, não quero impôr-me esse fim. Por isso, o mais sensato será seguir o coração, usando a razão quando necessária. Mas quando saber que a mente nos engana e o que o coração quer?

Sexta-feira, Novembro 08, 2002

Pois é, o que acaba pode retornar. E o que retorna tem mais força e energia. Porque se perceberam os erros e se eliminaram ressentimentos, tensões, etc. Um caminho foi escolhido e parece radiante. Pelo menos a paisagem assim o indica. E se tivermos atenção onde pomos os pés e para as indicações que nos dão pelo caminho, as sugestões dos locais e mais experientes pode ser que os precalços não sejam muitos. E mesmo os que houverem hão-de ser ultrapassados, com sensatez e alegria. Porque se houver amor, não é preciso mais nada. Ele encarrega-se de tudo o resto. Tudo surge com a devida espontaneadade que merece... e a resposta à minha pergunta anterior, feita à uns meses atrás, está respondida. O amor venceu! Juntos conseguimos! São estas coisas que nos dão forças. Mesmo que nem tudo prossiga como desejável, alguma coisa alcançámos. A esperança voltou e o caos é cada vez menor! O ser, escondido nos medos e traumas, na confusão, sem saber o porquê de tanta raiva, em constante conflito consigo próprio e com os outros, está a desabrochar. E é uma flôr linda e reluzente! Eu sei que irá murchar um dia e que as pétalas irão cair, mas se fôr tratada com carinho, da próxima desabrochará com mais força e vivacidade! É o ciclo natural... é o ciclo da vida!